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Aurora cria transporte cifrado para treinar modelos em executores remotos

O módulo Fine-tuning do Aurora passa a enviar datasets e checkpoints por frames AES-256-GCM, com retomada por Range e processamento do dataset em memória no executor remoto.

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A Inova incorporou ao Aurora, sua infraestrutura soberana de IA para saúde pública, um transporte cifrado para o módulo Fine-tuning. A mudança permite que datasets, modelos-base e checkpoints sejam enviados a executores de treino fora do host principal por HTTP, em frames autenticados com AES-256-GCM. A capacidade interessa a gestores públicos de saúde, hospitais e equipes de TI que precisam ampliar a infraestrutura de processamento sem transformar o dataset em um arquivo local na máquina que executa o treinamento.

No novo fluxo, cada job recebe uma chave de dados própria. O executor remoto solicita o insumo em faixas `Range`, recebe os frames cifrados e valida cada pedaço antes de entregá-lo ao treinamento. As linhas do dataset são processadas em memória, sem que o conjunto de dados da instituição seja gravado no disco do executor. O modelo-base, por ser um peso público, segue outro tratamento e pode ser armazenado localmente.

A transferência também funciona no sentido inverso. Artefatos e checkpoints retornam ao servidor frame a frame, no mesmo formato cifrado. Se uma máquina for interrompida durante a comunicação, o fluxo pode retomar pelo trecho que faltou, em vez de reiniciar o arquivo inteiro. A autenticação vincula cada frame ao job, ao arquivo e à sua posição, permitindo rejeitar dados que não correspondam ao pacote esperado.

O painel administrativo do Fine-tuning passou a exibir a capacidade medida pelo executor, como modelo da GPU, VRAM total e livre, memória RAM e espaço disponível em disco. O estado da máquina também considera o sinal recente do worker, e não apenas a validade de sua credencial. Com isso, a tela distingue um executor que está disponível, treinando ou sem contato.

A documentação da solução registra um limite para esse modelo de proteção: em 18 de setembro de 2026, não havia oferta de computação confidencial com GPU em região brasileira. Para organizações que exigem proteção contra o próprio provedor durante o processamento, o material aponta infraestrutura do contratante, hardware dedicado ou execução fora do país. A presença do transporte cifrado, portanto, não equivale a uma garantia de confidencialidade contra todos os componentes da infraestrutura.

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