SAU passa a reconhecer conexões brasileiras da Starlink pelo geofeed oficial
O SAU passou a usar os prefixos brasileiros publicados pela Starlink para identificar conexões no controle geográfico, nos cabeçalhos enviados aos sistemas e nos registros de acesso.
O SAU passou a reconhecer redes brasileiras da Starlink a partir do geofeed oficial da operadora, arquivo que relaciona blocos de endereços de internet ao país de uso. A mudança importa para gestores públicos de saúde e equipes de TI porque altera a identificação geográfica usada pelo produto em conexões com a plataforma de regulação de urgência e emergência do SAMU 192.
Na prática, o sistema passou a considerar como brasileiras as conexões que estejam nos prefixos publicados para o Brasil pela Starlink. A informação é aplicada ao controle geográfico, aos cabeçalhos enviados aos sistemas de atendimento e aos registros de acesso. O snapshot incorporado ao SAU reúne 148 prefixos IPv4 e 30 prefixos IPv6.
A regra usa o IP efetivamente associado à conexão. Ela não depende de um país, de um sistema autônomo ou de um endereço informado pelo próprio cliente em cabeçalhos da requisição. Isso separa a origem observada pelo sistema das informações que poderiam ser declaradas pela aplicação ou pelo navegador.
A alteração também preserva as demais camadas de controle do acesso. A autenticação, o ModSecurity — mecanismo de proteção que filtra requisições — e a verificação geográfica continuam sendo aplicados às outras origens. A configuração, portanto, não transforma toda a rede da Starlink em uma origem automaticamente liberada.
O geofeed é incorporado ao produto por meio de um snapshot validado, sem consulta externa a cada acesso. Atualizações futuras dependem de um novo arquivo revisado, com os prefixos brasileiros selecionados e registrados antes da publicação. Para as centrais que utilizam o SAU, a consequência comprovada é uma classificação mais específica das conexões brasileiras da Starlink nos pontos do sistema que dependem da localização geográfica.