O SAU agora conta com uma API externa que permite a sistemas parceiros e órgãos gestores consultar em tempo real o estado operacional das unidades hospitalares. A interface, disponível na versão 1, expõe três endpoints de dados: verificação de status da credencial, listagem de todas as unidades e consulta individual por identificador.
Cada unidade retorna quatro blocos de informação: bandeiramento ativo (cor, motivo, responsável e duração), situação do pronto-socorro por especialidade (incluindo tempo de espera e equipe médica), ocupação de leitos e recursos disponíveis (pontos de oxigênio, ventiladores e monitores), e condutas adotadas. O formato de resposta é fixo — campos sem valor aparecem como nulo, nunca omitidos —, o que facilita a integração programática.
A autenticação é feita por chaves de API gerenciadas pelos próprios usuários em tela de autoatendimento dentro do SAU. A chave é exibida uma única vez no momento da criação e armazenada apenas como hash criptográfico (SHA-256), sem persistência em texto plano. Cada chave pode ser configurada com lista de IPs autorizados, limite de requisições por minuto e escopo de acesso restrito aos dados de bandeiramento.
Usuários com perfil administrador podem emitir chaves em nome de terceiros — como equipes de órgãos externos — e definir parâmetros como validade e limite de tráfego. Administradores também têm visibilidade global de todas as chaves emitidas e podem revogá-las a qualquer momento. O sistema registra cada uso em log de auditoria, sem armazenar a credencial ou o conteúdo das requisições.
A documentação da API segue o padrão OpenAPI 3 e está disponível em interface Swagger pública, permitindo que integradores explorem os contratos e testem chamadas sem necessidade de credencial para acessar a especificação. Os endpoints de dados, por sua vez, exigem chave válida em todos os casos.
A camada externa foi construída como via exclusivamente de leitura: nenhuma operação de escrita é executada contra o banco de dados. As rotas internas existentes do SAU não foram modificadas. Um painel consumidor independente acompanha a entrega, permitindo validar a API sob a mesma perspectiva de um integrador real.
A iniciativa atende a demanda formalizada pela DGIE/SES-DF para alimentar painéis de monitoramento do sistema hospitalar. A política de versionamento prevê que mudanças aditivas (novos campos ou endpoints) preservem a compatibilidade com a versão 1, enquanto alterações estruturais seriam publicadas em versão majorativa com aviso prévio aos consumidores.