Inova inicia estudos para integrar dados clínicos das ambulâncias à regulação médica do SAMU 192-DF
Estudo avalia como sinais vitais e registros de ECG poderão chegar ao médico regulador pelo SAU 360 com mais agilidade, segurança e rastreabilidade.
Estudo avalia como sinais vitais e registros de ECG poderão chegar ao médico regulador pelo SAU 360 com mais agilidade, segurança e rastreabilidade.
A Inova iniciou estudos técnicos para integrar ao SAU 360 os dados gerados pelos monitores cardíacos e multiparamétricos utilizados nas ambulâncias do SAMU 192-DF. A iniciativa busca disponibilizar ao médico regulador, com mais agilidade, segurança e rastreabilidade, sinais vitais, registros de ECG e outras informações clínicas produzidas durante o atendimento pré-hospitalar.
No atendimento em campo, cada dado precisa manter seu contexto: ocorrência, equipe, paciente, momento da coleta e equipamento de origem. A hipótese técnica em avaliação é permitir que esses registros cheguem ao fluxo do SAU 360 sem substituir a avaliação da equipe nem a decisão do médico regulador. Caso a viabilidade seja confirmada, a integração poderá reduzir redigitação, atrasos de comunicação e perda de sequência entre as medições realizadas na ambulância.
Após as conversas iniciais com o SAMU 192-DF, a Inova aguarda uma reunião técnica com as equipes envolvidas para detalhar o parque de equipamentos, os fluxos operacionais e os requisitos de interoperabilidade e segurança. Essa etapa deverá confirmar os modelos e versões em uso, as interfaces efetivamente habilitadas, a conectividade disponível nas viaturas, os parâmetros que podem ser transmitidos e a forma segura de associá-los à ocorrência correta.
O estudo parte de princípios adequados a uma operação crítica: ingestão unidirecional e somente para leitura, sem controle remoto do equipamento médico; comunicação cifrada; trilha de auditoria; identificação consistente; minimização de dados; e funcionamento compatível com períodos de conectividade instável. Também serão avaliados armazenamento temporário, reenvio seguro e tratamento de duplicidades, para que uma oscilação de rede não produza informação incompleta ou fora de ordem.
O trabalho está atualmente na etapa de estudo e alinhamento técnico. Qualquer evolução para prova controlada ou implantação dependerá da validação conjunta das equipes, da definição de escopo e das autorizações aplicáveis. O objetivo desta fase é transformar a necessidade operacional em uma arquitetura verificável antes de assumir prazos, compatibilidades ou resultados.